Com rejeição de recurso, Bandeirantes deve ter nova eleição para prefeito

Foi negado o recurso contra a impugnação da candidatura em julgamento de Álvaro Urt (DEM). O julgamento, que aconteceu de 13 a 19, no TSE (Tribunal de Justiça Eleitoral), leva Bandeirantes a ter eleição suplementar para eleger um novo gestor municipal.

O agravo regimental de Urt estava travado desde março, quando o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto pediu vistas do processo. Normalmente este pedido é feito para que o julgador tenha mais tempo para analisar o feito.

No entanto, o relator do recurso, ministro Alexandre de Moraes, já havia votado para manter a impugnação ao registro de candidatura do democrata nas eleições de 2020. No último julgamento, o Tribunal indeferiu por unanimidade a intervenção e negou provimento ao agravo regimental interposto por Urt.

O voto vencedor foi do relator, acompanhado pelos votos dos ministros Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell Marques, Sérgio Banhos, Carlos Horbach, Edson Fachin e do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.

Assim, com a instância máxima da Justiça Eleitoral haverá convocação de eleições suplementares para prefeito em Bandeirantes. O que já aconteceu em Sidrolândia e Paranhos neste ano.

Álvaro Urt é investigado por desvios na prefeitura

Álvaro Urt venceu as eleições de novembro do ano passado com 50,63% dos votos válidos. Mas, menos de dois meses antes, o então prefeito havia sido cassado pela Câmara de Vereadores, após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrar a Operação Sucata Preciosa. A ofensiva investigou emissão de notas fiscais frias no serviço de manutenção da frota de veículos da prefeitura.

Com a cassação, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) barrou o registro de candidatura de Urt, que recorreu. Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou a investida e ainda declarou prejudicado o pedido liminar. Então, o democrata recorreu novamente.